domingo, 20 de janeiro de 2013
O alce (Alces alces) é um cervídeo, o maior dos cervos, podendo atingir mais de 2 metros de altura ao nível das espáduas e pesar mais de 700 kg (no caso dos machos; as fêmeas são consideravelmente menores). Distingue-se dos restantes membros da família pelo tipo particular de galhadas: geralmente presentes apenas nos machos, têm secção cilíndrica e formato de taça e podem atingir 1,60 m de amplitude. O alce é um animal típico das regiões circumpolares. Na Europa, ocorre essencialmente na Finlândia, na Suécia e na Noruega. Ao contrário do que se possa pensar, os seus longos chifres servem para amenizar a temperatura corporal no verão. A longevidade do alce é, em média, de cerca de 20 anos.
Estes ruminantes têm pernas longas e pescoço curto, o que os impede de pastar das ervas rasteiras. Alimentam-se de rebentos e folhas de árvores e de plantas aquáticas, pelo que se encontram essencialmente em florestas ou na sua proximidade. O seu comportamento é geralmente tímido, mas os machos podem tornar-se violentos durante a época de acasalamento e as fêmeas defendem as crias de qualquer aproximação humana. No entanto, o principal perigo que os alces representam para o ser humano é na estrada, onde podem provocar graves acidentes, sobretudo na primavera, quando aproveitam como compensação nutricional o sal lançado no pavimento de algumas estradas na América do Norte.
[editar]Ver também
Alce-irlandês (extinto)
Rena (ou caribu)
Referências
↑ Henttonen, H., Stubbe, M., Maran, T. & Tikhonov A. (2008). Alces alces (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 08 de dezembro de 2012.
tucano
São designadas por tucano as aves da família Ramphastidae que vivem nas florestas da América Central e América do Sul. O termo é de origem tupi através do vocábulo tukana[1].
Possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal. Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível protéico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como lagarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores.
São monogâmicos territorialistas (vivem e se reproduzem em casal isolado). Não há dimorfismo sexual e a sexagem pode ser feita por análise de seu DNA.[2] A fêmea e o macho trabalham no ninho, que é construído em ocos de árvores. A fêmea choca e o macho alimenta-os. Fazem postura de três a quatro ovos, cujo período de incubação é de dezoito dias.
O tucano-toco (Ramphastos toco) ainda é uma espécie ameaçada do e extinção. Tem sido capturado e traficado outros países a fim de ser vendido em lojas de animais. Isto tem, como consequência, a diminuição da sua população nas florestas, pondo em risco a variabilidade genética, bem como a morte de muitos animais durante o transporte.
Não são aves migratórias.Lista de espécies
[editar]Aulacorhynchus
Aulacorhynchus sulcatus
Tucaninho-verde, Aulacorhynchus derbianus
Aulacorhynchus haematopygus
Aulacorhynchus huallagae
Aulacorhynchus coeruleicinctis
[editar]Pteroglossus
Tucano no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, no Brasil.
Araçari-miúdo-de-bico-riscado, Pteroglossus inscriptus
Araçari-miudinho, Pteroglossus viridis
Araçari-de-pescoço-vermelho, Pteroglossus bitorquatus
Araçari-de-bico-de-marfim, Pteroglossus azara
Araçari-de-bico-marrom, Pteroglossus mariae
Araçari-castanho, Pteroglossus castanotis
Araçari-de-bico-branco, Pteroglossus aracari
Pteroglossus torquatus
Araçari de Frantzius, Pteroglossus frantzii
Pteroglossus sanguineus
Pteroglossus erythropygius
Araçari-cinta-dupla, Pteroglossus pluricinctus
Araçari-mulato, Pteroglossus beauharnaesii
[editar]Baillonius
Araçari-banana, Baillonius bailloni
[editar]Andigena
Andigena laminirostris
Andigena hypoglauca
Andigena cucullata
Andigena nigrirostris
Xilogravura de um tucano
[editar]Selenidera
Selenidera spectabilis
Saripoca-de-coleira, Selenidera reinwardtii
Saripoca-de-bico-castanho, Selenidera nattereri
Araçari-negro, Selenidera culik
Araçari-poca, Selenidera maculirostris
Saripoca-de-Gould, Selenidera gouldii
[editar]Ramphastos
Ramphastos sulfuratus
Ramphastos brevis
Ramphastos citreolaemus
Ramphastos culminatus
Tucano-de-bico-preto, Ramphastos vitellinus. O Ramphastus vitellinus pintoi é considerado extinto no estado de São Paulo.
Tucano-de-bico-verde, Ramphastos dicolorus
Ramphastos swainsonii
Ramphastos ambiguus
Tucano-grande-de-papo-branco, Ramphastos tucanus
Ramphastos cuvieri
Ramphastos toco
rinoceronte
Os rinocerontes são grandes mamíferos perissodátilos (com número ímpar de dedos em cada pata) caracterizados por apresentarem uma pele espessa e pregueada e um ou dois chifres sobre o nariz; é esta característica que está na origem do nome.
Estes animais habitam as savanas e florestas tropicais da África e Ásia.
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos cinco animais mais difíceis de se caçar: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.
[editar]Número dos chifres
Ao contrário do que muita gente pensa, nem todos os rinocerontes têm chifres. Por isso, os que possuem estão apenas na família Rhinocerotidae.
E nem todas as espécies dessa família os tinham, como o Aceratherium.
Os rinocerontes de dois chifres pertencem aos gêneros:
Ceratotherium
Coleodonta
Dicerorhinus
Diceros
Menoceras
Os rinocerontes de um chifre pertencem aos gêneros:
Elasmotherium
Rhinoceros
Sinotherium
Prosantorhinus
Iranotherium
Shennongtherium
Teleoceras
Os rinocerontes sem chifre pertencem aos gêneros
Hyrachyus
Aceratherium
Amynodon
Chilotherium
Hyracodon
Indricotherium
Metamynodon
Paraceratherium
[editar]Parece mas não é
Normalmente os rinocerontes de dois chifres possuem os mesmos dispostos um atrás do outro, mas o gênero Arsinoitherium os possui um do lado do outro e atualmente não são considerados rinocerontes, pois pertencem a outra ordem, Embrythopoda. Quem vê o filme A Era do Gelo, pode até pensar que aquele animal com chifre duplo com pontas arredondadas é um rinoceronte, mas na verdade é um Brontotério, parente extinto.
Animais que se parecem com rinocerontes
Brontotherium: São animais diferentes, mas pertencem também a ordem Perissodactyla.
Toxodon: Pertence à superordem Meridiungulata, mas pertence também a infraclasse placentalia.
Arsinoitherium: É parente distante do elefante, mas também pertence a infraclasse placentalia.
Diprotodon: É um marsupial.
Uintatherium: É um parente do rinoceronte.
[editar]Taxonomia
Há quatro famílias de rinocerontes:
Hyrachyidae - o primeiro rinoceronte
Amynodontidae - todos os representantes extintos;
Hyracodontidae - extintos e
Rhinocerotidae - os únicos sobreviventes.
Abaixo os detalhes da taxonomia conhecida:
Família Hyrachyidae (extinta)
Subfamília Hyrachyinae
Tribo Hyrachyini
Hyrachyus
Família Amynodontidae (extinta)
Subfamília Amynodintinae
Tribo Amynodontini
Amynodon
Metamynodon
Sem classificação Rhinocerotida
Família Hyracodontidae (extinta)
Subfamília Hyracodontinae
Tribo Hyracodontini
Hyracodon
Subfamília Indricotheriinae
Tribo Indricotheriini
Benaratherium
Forstercooperia
Juxia
Urtinotherium
Indricotherium
Paraceratherium
Familía Rhinocerotidae
Subfamilía Rhinocerotinae
Tribo Aceratheriini
Aceratherium (extinto)
Acerorhinus (extinto)
Alicornops (extinto)
Aphelops (extinto)
Chilotheridium (extinto)
Chilotherium (extinto)
Dromoceratherium (extinto)
Floridaceras (extinto)
Hoploaceratherium (extinto)
Mesaceratherium (extinto)
Peraceras (extinto)
Plesiaceratherium (extinto)
Proaceratherium (extinto)
Sinorhinus (extinto)
Subchilotherium (extinto)
Trigonias (extinto)
Tribo Teleoceratini
Aprotodon (extinto)
Brachydiceratherium (extinto)
Brachypodella (extinto)
Brachypotherium (extinto)
Diaceratherium (extinto)
Prosantorhinus (extinto)
Shennongtherium (extinto)
Teleoceras (extinto)
Tribo Rhinocerotini
Gaindatherium (extinto)
Rhinoceros - Rinoceronte-indiano e Rinoceronte-de-java
Tribo Dicerorhinini
Coelodonta - Rinoceronte-lanudo (extinto)
Dicerorhinus - Rinoceronte-da-sumatra
Dihoplus (extinto)
Lartetotherium (extinto)
Stephanorhinus (extinto)
Tribo Ceratotheriini
Ceratotherium - Rinoceronte-branco
Tribo Dicerotini
Diceros - Rinoceronte-negro
Paradiceros (extinto)
Subfamilía Elasmotheriinae
Tribo Gulfoceratini
Gulfoceras (extinto)
Tribo Diceratheriini
Diceratherium (extinto)
Subhyracodon (extinto)
Trigodon (extinto)
Tribo Elasmotheriini
Bugtirhinus (extinto)
Caementodon (extinto)
Elasmotherium - Unicórnio gigante (extinto)
Hispanotherium (extinto)
Huaqingtherium (extinto)
Iranotherium - Rinoceronte-do-Irã (extinto)
Kenyatherium (extinto)
Menoceras (extinto)
Ougandatherium (extinto)
Parelasmotherium (extinto)
Procoelodonta (extinto)
Sinotherium (extinto)
Subfamilía Arsinoitherinae
Tribo Arsinoitheriini
Arsinoitherium (extinto)
peixe boi
Os peixes-bois, vacas-marinhas ou manatis constituem uma designação comum aos mamíferos aquáticos, sirênios, como os dugongos, mas da família dos triquequídeos (Trichechidae). Possuem um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas. O peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) pode medir até quatro metros e pesar 800 quilos,[1] enquanto o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) é menor e atinge 2,5 metros e pode pesar até 300 quilos.
Habitam geralmente em águas costeiras e estuarinas quentes e rasas e pântanos, enquanto o peixe-boi-da-amazônia habita apenas em águas doces das bacias dos rios Amazonas e Orinoco. A Flórida é a localização mais ao norte onde vivem, pois a sua baixa taxa metabólica torna-se difícil no frio e não sobrevivem abaixo dos 15 °C.
Existem três espécies de peixe-boi:
Peixe-boi-africano (Trichechus senegalensis), vive no Atlântico, habita as águas doces e costeiras do oeste da África.
Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), também conhecidos como manatis, tem ampla distribuição nas Américas, indo desde o México, os Estados Unidos, vivendo nas ilhas da América Central, na Colômbia, Venezuela, nas Guianas, no Suriname e no Brasil.
Peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis), são animais fluviais e vivem nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco.
Uma quarta espécie, o peixe-boi-anão (T. bernhardi) foi encontrada no Brasil[2] embora alguns puseram em dúvida a sua validade supondo que seja um peixe-boi amazônico imaturo.[3]
No Brasil, o peixe-boi-marinho habitava do Espírito Santo ao Amapá, porém devido à caça, desapareceu da costa do Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Os peixes-bois vivem tanto em água salgada quanto em água doce. O peixe-boi amazônico só existe na bacia do rio Amazonas no Brasil e Peru, e no rio Orinoco na Venezuela, e vive apenas em água doce.
Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo. No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967[4] e a caça e a comercialização de produtos derivados do peixe-boi é crime que pode levar o infrator a até dois anos de prisão. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento.
Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas e podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia e podem passar até oito horas por dia se alimentando.[1] Durante os primeiros dois anos de vida vivem com suas mães e ainda se alimentam de leite. São muito parecidos com os dugongos e a principal diferença entre o peixe-boi e o dugongo é a cauda. São animais muito mansos e, por este motivo, são facilmente caçados e se encontram em risco de extinção.O peixe-boi tem uma média de 500 a 550 quilogramas de massa e comprimento médio de 2,8 a 3 metros, com máximas avistadas de 3,6 metros e 1 775 quilogramas (as fêmeas tendem a ser maiores e mais pesadas). Ao nascer, um filhote de peixe-boi tem uma massa média de trinta quilogramas.
O corpo é robusto e maciço, com cauda achatada, larga e disposta de forma horizontal. O peixe-boi-marinho tem a pele rugosa, com a cor variando entre cinza e marrom-acinzentado. A cabeça fica bem junto ao corpo. Pode-se quase afirmar que não tem pescoço, apesar de conseguir movimentar a cabeça em todas as direções. Tem olhos bem pequenos, mas enxerga bem, sendo capaz até mesmo de reconhecer cores. O nariz está bem em cima do focinho, com duas grandes aberturas. Não tem orelhas: os ouvidos são dois pequenos orifícios um pouco atrás dos olhos. Além de escutar os ruídos ao seu redor, o peixe-boi também pode se comunicar através de pequenos gritos chamados vocalizações. Esta comunicação é muito importante entre a mãe e o filhote. A mãe é capaz de reconhecer o seu filhote entre muitos outros apenas pela vocalização.
Peixe-boi em Fernando de Noronha.
A boca é grande: os lábios de cima são amplos e se movimentam na hora de pegar o alimento. A dentição desses animais é reduzida a molares, que se regeneram constantemente, em virtude de sua dieta vegetariana quando adultos. Estas folhagens contêm sílica, elemento que desgasta rapidamente os dentes mas os manatis são adaptados, seus molares deslocam-se para a frente cerca de 1 mm por mês e se desprendem quando estão completamente desgastados, sendo substituídos por dentes novos situados na parte posterior da mandíbula.
No focinho, o peixe-boi tem muitos pelos, chamados vibrissas ou pêlos táteis, muito sensíveis ao movimento ou ao toque. Por ser um animal aquático, no lugar das patas dianteiras o peixe-boi tem duas nadadeiras, com unhas arredondadas nas pontas. Em vez das patas traseiras, possui uma grande nadadeira caudal.
Um grupo de três manatis.
Para nadar, o peixe-boi impulsiona sua nadadeira caudal, usando as duas nadadeiras peitorais para controlar os movimentos. Apesar de bastante pesado, consegue ser bem ágil dentro d'água, fazendo muitas manobras e ficando em várias posições. Em média, os peixes-bois nadam com uma velocidade de cinco quilômetros por hora até oito quilômetros por hora (1,4 metros por segundo a 2,2 metros por segundo). No entanto, têm sido vistos nadando a uma velocidade de até trinta quilômetros por hora (oito metros por segundo) em rajadas curtas. Metade do dia de um peixe-boi é gasto dormindo na água, subindo para tomar ar regularmente em intervalos não superiores a vinte minutos. Por ser um mamífero, o peixe-boi precisa ir à superfície para respirar. Como os outros mamíferos, ele respira pelos pulmões. Nos seus mergulhos normais, fica apenas de um a cinco minutos debaixo d'água. Já em repouso, pode permanecer até 25 minutos submerso sem respirar.
O peixe-boi-da-flórida (T. m. latirostris) pode viver até aos sessenta anos e pode movimentar-se livremente entre salinidade extrema. No entanto, o peixe-boi-da-amazônia (T. inunguis) nunca se aventura em água salgada. Têm uma grande flexibilidade preênsil no lábio superior que atua em muitos aspectos como uma tromba curta, algo semelhante a um elefante. Utilizam o lábio para reunir comida, bem como para comunicações e interações sociais. Os seus pequenos, e bem espaçados olhos têm pálpebras que fecham em uma forma circular. Acredita-se que os peixes-boi têm a habilidade de ver em cores.
Emitem uma ampla gama de sons na comunicação, especialmente entre as fêmeas e os machos durante o contato sexual, mas também entre os adultos durante jogos e comportamentos habituais. Podem usar sabor e odor, além da visão, som e tato, para se comunicar. São capazes de aprender diferentes tarefas e mostram sinais de aprendizagem complexas ou longa memória, tal como golfinhos e Pinípedes, segundo estudos visuais e acústicos.[6]
[editar]Reprodução
Peixe-boi e filhote.
Possuem taxa reprodutiva muito baixa pois a fêmea, chamada peixe-mulher, segundo o Dicionário Aurélio, tem geralmente um filhote, mas há casos de nascimentos de gêmeos, até mesmo em cativeiro, como já aconteceu na Sede Nacional do Projeto Peixe-Boi, em Itamaracá, Pernambuco.[1][7]
Os peixes-bois não têm nenhuma diferença sexual externa fácil de ser notada. Na fêmea, a abertura genital (a vagina) fica mais próxima do ânus, enquanto no macho (no caso, o pênis) fica mais próxima do umbigo. O pênis só sai da abertura genital no momento do acasalamento. No resto do tempo, está sempre "guardado". O acasalamento se dá com o macho por baixo e a fêmea por cima, num tipo de "abraço". É aí que o macho externa seu pênis e faz a penetração na fêmea.[1]
Vários machos podem copular com uma mesma fêmea, o cio dura um longo período, mas apenas um deles irá fecundá-la. A reprodução da espécie é lenta, pois o período de gestação das fêmeas é longo: treze meses. Depois, a mãe amamenta o filhote durante um período entre um e dois anos. Por causa disso, a fêmea tem apenas um filhote a cada quatro anos, pois ela só volta a entrar no cio outra vez um ano depois de desmamar e tirando a época em que as mães estão com os seus jovens do sexo masculino ou feminino, os peixes-boi geralmente são criaturas solitárias.[8]
Nos primeiros dias de vida, o filhote alimenta-se exclusivamente do leite da mãe. O leite materno é importante para o desenvolvimento do filhote: é um alimento completo que o ajuda no crescimento e funciona como uma vacina, protegendo-o nos primeiros tempos de vida. Durante o período de amamentação é possível notar as mamas na fêmea. Elas ficam uma de cada lado, bem abaixo da nadadeira peitoral. Mas é já a partir dos primeiros meses de vida que o peixe-boi começa a ingerir vegetais, seguindo o comportamento da mãe. O filhote, aliás, recebe todos os cuidados da mãe. Muito zelosa, é ela quem o ensina a nadar, a subir até a superfície para respirar e também a alimentar-se de plantas.
[editar]Vulnerabilidade
Um peixe-boi.
Embora os peixes-boi possuam poucos predadores naturais (tubarões, crocodilos, orcas e jacarés), todas as três espécies de peixe-boi estão listadas pela World Conservation Union como vulnerável à extinção. A principal ameaça corrente para os peixes-boi nos Estados Unidos está sendo as colisões com barcos ou com hélices. Às vezes o peixe-boi pode sobreviver a estas colisões, e mais de cinquenta cicatrizes profundas permanentes têm sido observadas em alguns peixes-boi ao largo da costa da Flórida.[9] No entanto, as feridas são muitas vezes fatais, e os pulmões podem até sair através da cavidade torácica[9] É ilegal no âmbito federal e na lei da Flórida de provocar danos aos peixes-boi.[9]
O assoreamento dos estuários onde as fêmeas dão à luz os filhotes é outro motivo para ameaça de extinção desta espécie.
O Centro Mundial de Monitoramento da Conservação, órgão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), registra em seu banco de dados as seguintes espécies e subespécies como objeto de preocupação:
Trichechus senegalensis,[10] África
Trichechus inunguis,[11] América do Sul
Trichechus manatus,[12] Caribe, América do Norte e América do Sul
Trichechus manatus manatus,[13] Antilhas
Trichechus manatus latirostris,[14] Flórida
[editar]População
Peixe-boi das antilhas.
A população de peixes-bois na Flórida (T. manatus) provavelmente está entre 1000 e 3000, embora as estimativas sejam difíceis. O número de mortes de peixes-bois causadas por seres humanos neste estado, aumentou com o passar dos anos, correspondendo a 20%-40% das mortes registradas de peixe-boi.[15] Foram registrados perto de 300 peixes-bois mortos por atividade humana na Flórida em 2006, a maioria destes causados por barcos.
Estimativas da população de peixe-boi da Flórida mostram uma grande variação de ano para ano, com algumas áreas com possíveis aumentos e outras com queda de população, com muito pouca evidência de fortes aumentos exceto em duas áreas. No entanto, estudos realizados em 1997 indicaram que diminuiu sua sobrevivência adulta e a eventual extinção de peixes-boi da Flórida é uma possibilidade.[16] Os censos de peixe-boi são altamente variáveis,:[17] na Flórida em 1996, um inquérito no inverno calculou 2639 peixes-boi; em janeiro de 1997, foram registrados 2229 e em fevereiro apenas 1706.[9] Restos fósseis dos antepassados de peixe-boi mostram que eles têm habitado a Flórida por cerca de 45 milhões de anos.
O peixe-boi-da-amazônia (T. inunguis) é uma espécie de peixe-boi que vive nos habitats de água doce do rio Amazonas e seus afluentes. Sua cor é cinzenta acastanhada e eles têm uma pele enrugada e grossa, muitas vezes com pêlos grossos, ou "bigodes". Seu principal predador é também o homem. O governo brasileiro proibiu a caça do peixe-boi desde 1973, em um esforço para preservar a espécie. Mortes por barcos, no entanto, ainda são comuns.
O peixe-boi-africano (T. senegalensis) é o menos estudado das três espécies de peixe-boi. Fotos do peixe-boi-africano são muito raras, embora muito pouco se sabe sobre esta espécie, os cientistas acham que são semelhantes ao peixe-boi das Caraíbas. Eles são encontrados em habitats costeiros marinhos e estuarinos, e em água doce sistemas fluviais ao longo da costa oeste da África a partir do rio Senegal até ao rio Kwanza, em Angola, incluindo as áreas em Gâmbia, Libéria, a Guiné-Bissau, Guiné, Serra Leoa, Costa do Marfim, Gana, Mali, Nigéria, Camarões, Gabão, República do Congo, e da República Democrática do Congo. Embora ocasionalmente caçados por tubarões e crocodilos na África, as suas ameaças significativas são apenas o ser humano, devido à caça furtiva, perda habitat, e outros impactos ambientais. Eles chegam a habitar até Gao, no Mali, pelo rio Níger. Embora raros, eles ocasionalmente ficam encalhados quando o rio seca até ao final do período chuvoso. O nome em Sonrai, o idioma local, é "ayyu".
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Nem sempre por cima da situação A girafa é um mamífero ruminante de grande porte. Vive nas regiões secas e com árvores dispersas situadas nas savanas africanas do sul do deserto do Saara. As girafas foram caçadas para extração de sua pele, grossa e resistente, mas atualmente a espécie é protegida. As girafas são tímidas e atentas. As girafas são ativas principalmente ao entardecer e no início da manhã, descansando durante as horas mais quentes do dia. Usualmente dormem em pé, mas ocasionalmente, deitam-se. |
Quando a girafa galopa, as pernas traseiras cruzam-se com as dianteiras. Apesar do seu tamanho, a girafa pode atingir a velocidade de 47 km/h. No seu passo normal, ela desloca-se movendo primeiro ambas as pernas de um lado do corpo e depois as do outro lado: ela utiliza o pescoço para manter o equilíbrio. Os seus pescoços, entretanto, são os maiores dos animais atuais, pelo que é pouco flexível. Por causa de seu pescoço comprido e rígido, seu sistema vascular possui particularidades como válvulas especiais que permitem que o fluxo sanguíneo alcance o cérebro (bastante afastado de seu coração) quando levantam a cabeça e evitam vertigens quando elas a abaixam. Ambos os sexos possuem dois a quatro cornos curtos e recobertos por pele. O pêlo da girafa é fulvo (amarelo-tostado, alourado) ou rosado, com grandes manchas de cor amarronzada (exceto no ventre, onde o pêlo é branco). As manchas pardas possuem um padrão único para cada indivíduo e o auxilia a se mimetizar por entre as sombras das árvores onde habita. Os machos alcançam a maturidade sexual de 3 a 4 anos; já as fêmeas de 2 a 2,6 anos, entretanto sua maturidade sexual pode ser adiada por um ano ou mais, dependendo de suas condições nutricionais.
Os machos tornam-se maduros por volta de 42 meses, mas só terão oportunidade de fecundar com 8 ou mais anos de idade. A gestação dura 420 a 450 dias, nascendo só uma cria de cada vez com uma altura que oscila entre 1,5 e 1,7 metros. Os filhotes de girafas caem de uma altura de quase 2 metros quando a mãe está de pé durante o nascimento, o que é freqüente. Ao nascer, os filhotes são fortes e bem desenvolvidas, costumam ser vítimas dos predadores durante o primeiro ano de vida. Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de seu próprio território, à procura de fêmeas no cio. As fêmeas de girafa têm lugares específicos para parir dentro de seu território. Escolhem um determinado lugar para trazer ao mundo sua primeira cria e sempre voltarão a esse local para os partos seguintes, mesmo no caso de seu território ter sido semi-destruído. | |||||
FILO: Chordata CLASSE: Mammalia ORDEM: Artiodactyla FAMÍLIA: Giraffidae | CARACTERÍSTICAS: Altura: média de 5 m Comprimento do pescoço:"até 3 m Peso: macho, 1 1/2 t Duração: cerca de 25 anos Período de gestação: 450 dias (14a 15 meses) O tempo de vida: é de aproximadamente 15 a 20 anos. As girafas quase não emitem sons | ||||
Conheça o Ache Tudo e Região o portal de todos Brasileiros. Coloque este portal nos seus favoritos. Cultive o hábito de ler, temos diversidade de informações úteis ao seu dispor. Seja bem vindo , gostamos de suas críticas e sugestões, elas nos a
O Camelo
| O CAMELO | |
| O camelo é um mamífero roedor que habita as regiões desérticas de África, Arábia e Ásia Central. Existem duas espécies de camelos: o dromedário ou camelo árabe, que tem uma só bossa, e o bactriano, mais comum na Ásia Central, que possui duas. Durante muito tempo pensava-se que as bossas continham água, necessária às grandes travessias do deserto. Mas o que acontece é que os camelos, sempre que podem, comem em grandes quantidades, sobretudo alimentos ricos em líquidos como os cactos ou outros vegetais, de forma a criar reservas de gordura. Essa gordura é armazenada nas bossas e utilizada sempre que o animal não pode comer ou beber. Por isso ele é capaz de andar mais de 100 km num só dia sem se alimentar. Adaptado à vida no deserto, o camelo desafia as areias, o vento, o sol e as altas temperaturas. A suave pelagem que o cobre permite uma certa refrigeração e impede que o Sol ou as areais batidas pelo vento possam ferir a sua pele. As patas largas e chatas suportam o seu peso na areia, impedindo que o animal se enterre, e as longas pestanas protegem os olhos das partículas que as tempestades levantam. Os camelos que hoje conhecemos são quase todos domesticados. Utilizados como meio de transporte prestaram um grande serviço aos homens do passado que percorriam grandes distâncias ao longo do deserto. Desde que se domesticou o camelo e se inventou uma sela adequada - a RAHLA - os homens da Arábia Saudita e do Sara Ocidental começaram a dedicar-se ao comércio e ao banditismo. Os beduínos (árabes nómadas) puderam então dominar o deserto. Vagueando de oásis em oásis, comercializavam escravos negros, sal, perfume e tecidos. Na Idade Média a Ásia Central era atravessada por grandes caravanas com mais de cem camelos que traziam sedas e especiarias do Extremo Oriente, muito apreciadas na Europa. No deserto do Gobi ainda existem pequenos grupos de camelos bactrianos em estado selvagem. Suportam temperaturas elevadas ou muito baixas. No Inverno crescem-lhes pêlos enormes que podem mesmo chegar ao chão. No Verão a maior parte desse pêlo cai. São muito desconfiados e quando se sentem ameaçados fogem. Mas a velocidade máxima que conseguem atingir não ultrapassa os 16 km/hora. A cria do camelo nasce ao fim de 370/440 dias de gestação. O pelo do dromedário pode ser branco-sujo, bege-claro ou castanho-escuro. Normalmente vive até aos 40 anos.HABITAT: deserto da Arábia, Norte de África e Ásia Central. PESO: 450 a 700 kg COMPRIMENTO: 3 metros ALTURA: 1,80 a 2 metros (Texto: Centro Multimédia Porto Editora, extraído da obra em CD-ROM «ZOO VIRTUAL» cuja compra se aconselha vivamente) |
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A arara-vermelha (Ara chloropterus) é uma ave psitaciforme, nativa das florestas do Panamá ao Brasil, Paraguai e Argentina. A sua alimentação é baseada em sementes, frutas, coquinhos.
A arara-vermelha mede até 90 centímetros de comprimento e pesa até 1,5 quilo. Cada postura é composta por ovos de 5 centímetros, encubados por 29 dias.
0 ninho dessa arara é feito em ocos de árvores, mas ela também se aproveita de buracos em paredes rochosas para colocar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea, que fica no ninho. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira.

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